População de Estância recorre à Defensoria Pública para regularizar documentos pessoais

6 de junho de 2018

População de Estância recorre à Defensoria Pública para regularizar documentos pessoais

 

Mutirão de atendimento foi realizado no Fórum Ministro Heitor de Souza

 

Defensores Públicos, Rodrigo Cavalcante e Aroldo Sávio com os estagiários Geisa, Sabrina e Diva, e os servidores cedidos da Prefeitura de Estância, Shirleide e Cleydson

Nomes que não são localizados nos livros de registros de pessoas, prazo vencido para requerer certidão de óbito e erros nas certidões de nascimento foram as questões mais recorrentes durante o primeiro Mutirão de Atendimento de Documentos Pessoais da Defensoria Pública do Estado de Sergipe, realizado na terça-feira, 5, no Fórum Ministro Heitor de Souza, no  município de Estância.

 

A ação – que faz parte da campanha nacional “Defensoras e Defensores Públicos pelo direito à documentação pessoal: Onde existem pessoas, nós enxergamos cidadãos”,  uma iniciativa da Associação Nacional dos Defensores Públicos (Anadep), Defensorias Públicas, Associações Estaduais  e Colégio Nacional de Defensores Gerais (Condege) – tem o objetivo de mostrar à sociedade que a Defensoria Pública pode ajudar o cidadão a obter e/ou retificar a documentação básica.

 

Nondes Batista

A feirante, Nondes Batista Santos, relatou que sua filha de 13 anos, J.K.S, foi registrada com o sexo masculino.  “Só percebi que o registro dela estava errado quando a professora da escola me ligou pedindo que eu comparecesse para informar que o sexo de minha filha no registro é masculino. Fiquei surpresa, pois nunca prestei atenção. Ela me orientou que procurasse a Defensoria Pública, pois só poderia alterar com uma ação judicial”, contou.

 

Já o borracheiro, Rafael Fontes Evaristo, disse que ficou surpreso com a informação do Cartório após requerer a segunda-via da sua Certidão de Nascimento. “Eles procuraram e não encontraram meu nome no Livro de Registro de Pessoas. Sou natural de Salgado, mas o Cartório informou que consta um Miguel com meu sobrenome e minha filiação, mas meu nome não está no livro. Minha identidade é de 1980 e preciso atualizar urgente. Pode ser que meu nome esteja errado no livro, mas se está errado e minha identidade está certa como eles não localizaram meu nome?”, contesta. “Agora é buscar ajuda da Defensoria para conseguir a segunda-via da minha certidão, pois só através dos defensores públicos que irei conseguir”, recorre.

 

Rafael Fontes Evaristo

O pedreiro, José Carlos dos Santos, perdeu a Certidão de Nascimento e precisa atualizar a carteira de identidade para ser registrado na empresa que acabou de ser contratado. “Fui ao Cartório de Nossa Senhora do Socorro e ninguém encontrou meu nome no Livro de Registro. Preciso atualizar minha identidade porque a empresa quer fazer meu registro na carteira de trabalho e não tenho a segunda via da Certidão de Nascimento. Meu maior medo é a empresa não querer esperar e eu perder o emprego. Minha esperança é a Defensoria Pública”, disse confiante.

 

O defensor público lotado na Defensoria Pública de Estância, Aroldo Sávio Guimarães, disse que milhares de pessoas ainda não têm certidão de nascimento ou passam por situações semelhantes aos dos assistidos. “Realizamos esse mutirão para que as pessoas que não têm condições de regularizar os documentos possam resolver de forma gratuita, através da Defensoria Pública. O slogan da campanha nacional da Anadep é bem claro quando diz “onde existem pessoas, nós enxergamos cidadãos”, é desta forma que a Defensoria Pública luta diariamente para garantir esse direito ao cidadão hipossuficiente. Infelizmente temos milhões de pessoas no Brasil que passam por isso, mas a Defensoria Pública existe para garantir esse direito”, pontuou.

 

Silvio Santos

A mãe do carregador de caminhão, Silvio dos Santos, faleceu há dois meses e não foi tirada a Certidão de Óbito. “Não sabíamos que existia prazo para tirar a Certidão de Óbito e quando fomos ao Cartório informaram que não teria como porque excedeu o prazo, somente via judicial. Procurei a Defensoria Pública para nos ajudar e, graças aos Defensores Públicos, finalmente teremos a Certidão de óbito de minha mãe, afinal, se fosse para pagar um advogado não teríamos como arcar com as despesas”, comemora.

 

“A campanha da ANADEP leva cidadania aos mais vulneráveis, afinal, é através dos documentos pessoais que as pessoas têm acesso aos seus direitos fundamentais, transformando pessoas em verdadeiros cidadãos”, destacou o defensor público Rodrigo Cavalcante.

 

José Carlos dos Santos

Serviços ofertados: suprimento de óbito, segunda via de certidão de nascimento e casamento, retificação de registro de nascimento, entre outros.

 

Equipe: O mutirão contou com atendimento dos defensores públicos Aroldo Sávio Guimarães e Rodrigo Cavalcante; dos servidores cedidos pela Prefeitura de Estância, Shirleide Batista e Cleydson Machado e dos estagiários Geisa de Almeida, Sabrina de Almeida e Diva Gomes.

 

Por Débora Matos 

Servidor da Prefeitura, Cleydson Machado

Defensor Público, Aroldo Sávio fazendo atendimento

Defensor Pùblico, Rodrigo Cavalcante

Servidora da Prefeitura, Shirleide

Expresso Livre

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