{"id":5978,"date":"2014-04-04T19:46:28","date_gmt":"2014-04-04T19:46:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.defensoria.se.def.br\/?p=5978"},"modified":"2014-04-16T17:11:09","modified_gmt":"2014-04-16T17:11:09","slug":"a-autoridade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.defensoria.se.def.br\/?p=5978","title":{"rendered":"\u00c0 Autoridade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\" align=\"center\"><span style=\"font-size: large;\"><strong>\u00c0 Autoridade<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: medium;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: medium;\"><a href=\"http:\/\/www.defensoria.se.def.br\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/Joaquim-Prata.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-5979\" title=\"Joaquim-Prata\" src=\"http:\/\/www.defensoria.se.def.br\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/Joaquim-Prata-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.defensoria.se.def.br\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/Joaquim-Prata-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.defensoria.se.def.br\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/Joaquim-Prata.jpg 933w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: medium;\">Para Cazuzinha Cip\u00f3, Santo Andr\u00e9 dos Brejos estava se achando. Do punhado de casas em semic\u00edrculo e uma igreja no meio, nasceram mais cinco ruas, uma delas tocando nos pertences do que antes fora o engenho dos Monteiros. O suposto progresso reclamava \u00e0 presen\u00e7a de uma autoridade, tal a vila das Cacimbas que j\u00e1 tinha um padre com par\u00f3quia e tudo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: medium;\">Com muita luta, no vai e vem da burocracia, surgem os ausp\u00edcios do deputado Chico de L\u00f3, pessedista de costado, apadrinhado de um certo senador da situa\u00e7\u00e3o que, num deslinde de fazer inveja aos udenistas do lugar,\u00a0 despachou para Santo Andr\u00e9 uma autoridade de farda, mas sem divisa.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: medium;\">Agapito da Concei\u00e7\u00e3o Maia, oriundo das bandas de Alagoas, devoto de Nossa Senhora do Carmo, trazia sempre preso ao pesco\u00e7o um escapul\u00e1rio encardido que, de t\u00e3o usado, a santa perdera a cor.\u00a0 Dele, sabia-se apenas que se unira ao grupo de volunt\u00e1rios no combate \u00e0 Lampi\u00e3o em \u00c1gua Branca. De l\u00e1, nenhuma not\u00edcia do seu paradeiro. Conta-se que, anos depois, veio a aparecer na fazenda de Pedro Ernesto de Porto da Folha, em terras do Sergipe. Mais tarde, pelas m\u00e3os do pr\u00f3prio patr\u00e3o, assentou pra\u00e7a na pol\u00edcia. No quartel, n\u00e3o lhe fora dada tanta atribui\u00e7\u00e3o por conta do pux\u00e1, padecimento que carregava desde o tempo de menino.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: medium;\">Foi o Coronel Ros\u00e1rio que despachou Agapito para os ermos de Santo de Andr\u00e9. Como pr\u00eamio, recebeu fardamento novo, coturnos engraxados de cadar\u00e7os, por\u00e9m com um n\u00famero superior ao permitido pelos seus p\u00e9s. Para consolidar a sua autoridade, recebeu, numa caixa de papel\u00e3o, uma bandeira do Brasil desbotada que seria hasteada na porta da cadeia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: medium;\">Agapito Maia, pouco usava o patron\u00edmico da m\u00e3e; Concei\u00e7\u00e3o era nome de mulher, n\u00e3o condizente a um militar de garbo, conhecido pelo seu atrevimento e pela sua macheza. Como autoridade do governo, n\u00e3o era de levar desaforo para casa. Poderia, agora, prender, soltar, meter o dedo no nariz dos poderosos do lugar, principalmente quando em seus ombros reluziam tr\u00eas divisas negras, colocadas por sua conta e risco, <span style=\"background-color: #ffffff;\">sem que elas pudessem interferir no magro soldo que recebia como soldado raso.<\/span> Orgulhava-se do av\u00f4 paterno; Berrnab\u00e9 Maia, her\u00f3i de Belo Monte, defensor intransigente do beato Conselheiro. Entre os seus feitos, ajudou a empalar, num galho seco de angico, o corpo do Coronel Tamarindo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: medium;\">Santo Andr\u00e9 dos Brejos recebeu Agapito numa manh\u00e3 sonolenta e quente.\u00a0 Ali entrou arrotando valentia. Na sua emp\u00e1fia, ordenou a retirada das grades da cadeia, justificando-se:\u201ccabra que ele prendesse, n\u00e3o seria capaz de esbo\u00e7ar qualquer fuga\u201d. Limpou a velha escrivaninha, em seguida, na camarinha, pendurou a rede numa esc\u00e1pula espetada no caixilho da porta. Na frente da cadeia hasteou, no mastro da platibanda, a bandeira surrada. Prestou-lhe contin\u00eancia como um grande soldado. Ensaiou alguns versos do hino Nacional, vindo logo a interromp\u00ea-lo, obviamente por ignor\u00e1-lo. Na tentativa de assobiar a melodia, desafinou, pondo a culpa no pux\u00e1.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: medium;\">Nas primeiras semanas, nada havia faltado a Agapito. Era uma macaxeira dali, uma cabe\u00e7a de inhame dacol\u00e1, um punhado de fava verde para acompanhar\u00a0 o\u00a0 cap\u00e3o\u00a0 cevado no quintal da cadeia. Mas o certo \u00e9 que o tempo foi passando e nada acontecia em Santo Andr\u00e9 dos Brejos, nenhuma briguinha, nenhum furto de galinha. At\u00e9 os filhos de Z\u00e9 Guaxinim, antes arruaceiros, agora se amolengaram.\u00a0 N\u00e3o saiam de casa, eram s\u00f3 na rede, imprest\u00e1veis, com as pernas inchadas, as\u00a0 fei\u00e7\u00f5es esverdeadas, empapu\u00e7ados que nem um \u00a0sapo cururu. Triste de Agapito n\u00e3o fosse o can\u00e1rio belga, dado por Dona Felicidade como prova de boas vindas. Ele havia se afei\u00e7oado ao bichinho, passava horas na tentativa de imitar o seu canto.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: medium;\">O tempo corria e a autoridade de Agapito minguava. Relaxara no hasteamento da bandeira. Passava as tardes estendido numa pregui\u00e7osa que ficava na porta da frente.\u00a0 Com a braguilha aberta deixava escapar pelo c\u00f3s da cal\u00e7a a ceroula encardida. Maldizia-se daquela paz, nunca havia visto tamanha lerdeza como\u00a0 daquela\u00a0 gente. Nem no dia da feira havia uma briguinha de b\u00eabado. Para qualquer ocorr\u00eancia, seria capaz, inclusive, de emprestar uma peixeira para algum doido enfiar no bucho de um inocente. A\u00ed sim, prenderia o cabra e mostraria a sustan\u00e7a da sua autoridade. At\u00e9 pensou em proibir as cabras de Nh\u00f4 Cindino pastarem no largo da igreja, deixando ali somente a molecada que jogava futebol com uma bola de meia. Mas isso era coisa de pouca valia. Autoridade de costado era aquela que prendia, que trazia o inditoso pelas fu\u00e7as.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: medium;\">Agapito sentia-se s\u00f3, faltava-lhe uma companheira. Enrabichou-se por Ana Barbada, assim chamada pelos tufos de cabelos concentrados na ponta do queixo. Rendeira de of\u00edcio, elogiada pela habilidade dos seus dedos no manuseio dos bilros sobre a almofada, plantada na soleira da porta.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: medium;\">Ana Barbada era m\u00e3e solteira, arranjou bucho no Lagarto; dizem que foi coisa de um tal Ernon Carvalho, famoso dan\u00e7ador de mambo, cuja notoriedade se deu por conta dos seus sapatos do bico mole que lhe permitiam verdadeiros corrupios pelos sal\u00f5es de baile. O certo \u00e9 que o menino nasceu com a cara do pai. O desalmado para n\u00e3o assumir a paternidade, bandeou-se para as terras do Maranh\u00e3o sem dar qualquer not\u00edcia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: medium;\">O namoro prometia, Agapito livre e desimpedido; Ana, embora m\u00e3e solteira, n\u00e3o tinha compromisso com homem, somente com Vadinho, uma crian\u00e7a sem opini\u00e3o formada. Agapito s\u00f3 n\u00e3o se conformava era com aquele len\u00e7o de Ana grudado ao queixo. O romance n\u00e3o durou muito. No quinto encontro, na casa de Ana, um fato lament\u00e1vel viria a ocorrer: Vadinho entra em casa e, num pulo s\u00f3, se depara com a m\u00e3e enroscada nos bra\u00e7os de Agapito, sem entender tudo aquilo, saiu a gritar pelo largo da pra\u00e7a:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: medium;\">&#8211; Tem um home matando mainha! Tem um home matando mainha!.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: medium;\">Agapito, desesperado, correu pelo fundo da casa. Areado com a escurid\u00e3o da noite, terminou caindo no quintal lamacento de Dona Felicidade. Arfando, chegou \u00e0 cadeia velha. Na agonia, deixou para tr\u00e1s um dos coturnos. No dia seguinte ele j\u00e1 servia de bola \u00e0 molecada do largo da igreja. Alquebrado, Agapito contentou-se em ter um dos p\u00e9s cal\u00e7ado com uma alpercata de rabicho.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: medium;\">Na tarde seguinte, uma comiss\u00e3o liderada por Dona Felicidade compareceu \u00e0 cadeia velha. Ali foi exigida a imediata providencia da autoridade, para que ela descobrisse e prendesse o inditoso elemento que ousou pular a cerca do seu quintal. Al\u00e9m de despudoradamente denegrir a honra da pudica artes\u00e3 Ana Barbada.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: medium;\">Agapito avermelhou, sua voz embargou, o pux\u00e1, repentinamente, f\u00ea-lo cansado, tentou esconder o p\u00e9 desprovido do coturno, mas \u00a0Dona Felicidade j\u00e1 o havia notado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: medium;\">Setenta e duas horas fora o prazo dado para Agapito deslindar o fato. Mal esgotado o tempo na mesma montaria que o trouxe a Santo Andr\u00e9 dos Brejos, na calada da noite, a autoridade tomou rumo ignorado. Como lembran\u00e7a, deixou a t\u00fanica surrada presa a esc\u00e1pula da camarinha sem as divisas de sargento.\u00a0FIM.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong style=\"font-size: medium;\">Joaquim Prata Souza<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: medium;\">Defensor p\u00fablico e membro da Academia Lagartense de Letras.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Autoridade \u00a0 \u00a0 Para Cazuzinha Cip\u00f3, Santo Andr\u00e9 dos Brejos estava se achando. Do punhado de casas em semic\u00edrculo e uma igreja no meio, nasceram mais cinco ruas, uma delas tocando nos pertences do que antes fora o engenho dos Monteiros. 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