Defensoria Pública soluciona extrajudicialmente interrupção no fornecimento de água

Moradores do bairro Mosqueiro, em Aracaju, recorreram à Defensoria Pública do Estado, por meio do Núcleo de Articulação com os Movimentos de Bairros, para que a Instituição intermediasse, junto à Iguá Saneamento S.A., a regularização do fornecimento de água na comunidade, que vinha sendo afetada por falhas no abastecimento.

Segundo o morador do Loteamento Galego, Flávio Anderson Silva de Farias, a água estava chegando às residências sem pressão suficiente, o que inviabilizava o uso adequado para atividades básicas como higiene, preparo de alimentos e limpeza, causando sérios prejuízos à população.

“Vínhamos sofrendo desde o mês de novembro de 2025. A água chegava sem pressão suficiente, o que impossibilitava o uso para atividades básicas como higiene pessoal, preparo de alimentos e limpeza, prejudicando mais de 20 moradores”, relatou Flávio Anderson.

Diante da situação, a Defensoria Pública expediu ofício à Iguá Saneamento solicitando informações e providências urgentes quanto à interrupção e à irregularidade no fornecimento de água no bairro.

No documento, o defensor público e diretor do Núcleo, Alfredo Nikolaus, destacou que o problema vinha se prolongando por meses, comprometendo a dignidade, a saúde e as condições mínimas de vida da população afetada.

“Estamos tratando de um serviço essencial. A ausência de fornecimento regular de água fere diretamente a dignidade das famílias e exige resposta imediata da concessionária. A atuação extrajudicial da Defensoria demonstra que o diálogo institucional pode garantir soluções céleres e efetivas para a população”, afirmou o defensor.

No ofício, a Defensoria requisitou que a concessionária informasse, de forma clara e objetiva, o prazo estimado para a regularização definitiva do serviço, bem como as medidas emergenciais adotadas para assegurar o acesso à água potável enquanto o problema persistisse. Também solicitou o detalhamento das providências técnicas já executadas e das ações programadas, estabelecendo prazo de 10 dias para resposta formal.

Após a intervenção da Defensoria Pública, o fornecimento de água na localidade foi regularizado, e a demanda solucionada de forma extrajudicial, garantindo o restabelecimento do serviço essencial à comunidade.

“Estou muito feliz e satisfeito. Já esperávamos que a Defensoria Pública viesse nos socorrer. Fizemos várias reclamações junto à concessionária, mas sem êxito. Só tenho a agradecer ao Dr. Alfredo e à Defensoria por defender nossos direitos”, destacou Flávio Anderson.

por Débora Matos

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