Defensor Público participa de debate sobre luta antimanicomial, sistema prisional e direitos humanos

O defensor público e diretor do Núcleo de Execuções Penais da Defensoria Pública, Anderson Amorim e a servidora, Denise Santos Sobral, participaram da mesa-redonda “Luta Antimanicomial, Sistema Prisional e Direitos Humanos”, realizada durante o evento “Entre Cuidado e Diversidade: Interfaces da Luta Antimanicomial e das Questões de Gênero – reflexões interdisciplinares sobre subjetividade e políticas públicas”, promovido no último sábado (13). pela Universidade Tiradentes (UNIT).
O debate reuniu representantes de diferentes áreas para discutir os desafios relacionados à saúde mental, ao sistema prisional e à garantia dos direitos humanos, com foco na construção de políticas públicas mais inclusivas e humanizadas.
Durante sua participação, o defensor público Anderson Amorim destacou a importância da presença institucional da Defensoria Pública junto à população privada de liberdade. Segundo ele, além da atuação processual, o acolhimento e a escuta qualificada são fundamentais para assegurar a dignidade das pessoas custodiadas.
“Nossa especialidade é atender a população carcerária. Muitas vezes, o simples fato de conversar e ouvir a pessoa já faz diferença. Claro que a atuação processual é importante, mas a presença da Defensoria Pública nas unidades prisionais tem um significado ainda maior. Ela faz com que a pessoa se sinta acolhida e perceba que existe alguém acompanhando sua situação e defendendo seus direitos”, ressaltou.
Anderson Amorim também enfatizou a necessidade de ampliar o debate sobre a reinserção social das pessoas egressas do sistema prisional. “São discussões que travam diretamente com a ressocialização. Precisamos pensar no que acontece após o cárcere. Como essas pessoas vão reconstruir suas vidas? Quem vai oferecer oportunidades de trabalho? Esses desafios exigem o envolvimento de toda a sociedade e das instituições públicas”, disse o defensor público.
A assessora técnica administrativa Denise Santos Sobral também integrou a mesa de debates, contribuindo com reflexões sobre a realidade do sistema prisional e a importância da articulação entre os diversos setores envolvidos na promoção dos direitos humanos.
O evento reuniu profissionais das áreas do Direito, Psicologia, Psiquiatria e representantes de movimentos sociais, fortalecendo o diálogo interdisciplinar sobre saúde mental, diversidade, inclusão e garantia de direitos.
Por Débora Matos – Fotos celular: Fabrício Ribeiro
